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Os peregrinos da Guilherme Rocha

Por Alexandre Valério Ferreira


Das profundezas da terra, eles surgem aos montes. Parecem formigas saindo de um formigueiro. Um exército sem general. Um oceano de cabeças, sonolentas, cansadas, das mais diversas cores, formatos e tipos de cabelos. Expelidos das cavernas do metrô que se esconde sob a praça José de Alencar. Ao mesmo tempo e no mesmo local, alguns ônibus compridos como serpentes expelem tantos outras formigas. O vazio e o silêncio da praça agora vai se enchendo da força de trabalho humana portadores (ou não) de valiosas carteiras azuis. Proletariados de todas os pontos da região metropolitana de Fortaleza, absorvidos pelo vasto e mal pago mercado de trabalho do setor de comércios e serviços.   Uma multidão vai tomando forma. Uma tsunami de cabeças aglomeradas por um destino comum. Parece unidos. Porém, são apenas desconhecidos. Um conjunto de estranhos que, por alguns minutos, percorrerão juntos a mesma trabalhosa rota: rua Guilherme Rocha, no centro comercial de Fortalez…

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